Seis jovens turistas
resolvem fazer um passeio turistico diferente para fugir da mesmice. Ignorando
todos os avisos de perigo eles irão até a cidade de Pripyat, que há 25 anos
atrás foi devastada pelo acidente nuclear de Chernobyl. Depois de uma volta pelo
local eles percebem que seres estranhos estão acompanhando o grupo. Ao notar
que não estão sozinhos coisas aterrorizantes acontecem.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Dia Mundia da Luta Contra a Homofobia
Como hoje é o Dia Mundia da Luta Contra a Homofobia vou fazer a minha relação de filmes que acho legais e que abordam esse tema.
Para começar o meu amado Pedro Almodôvar. A maioria de seus filmes abordam o tema, mas o que mais me marcou foi A lei do desejo.
A lei do desejo - 1987
Sinopse:
Para começar o meu amado Pedro Almodôvar. A maioria de seus filmes abordam o tema, mas o que mais me marcou foi A lei do desejo.
A lei do desejo - 1987
Sinopse:
Pablo Quintero (Eusebio Poncela) é um diretor de teatro homossexual. Ele é apaixonado por Juan Bermúdez (Miguel Molina), mas sua paixão não é correspondida. Tina (Carmen Maura) é sua irmã, tendo realizado uma operação de mudança de sexo anos antes para manter uma relação incestuosa com o pai. Ela é atriz e estrela o monólogo "A Voz Humana", de Jean Cocteau. Pablo está escrevendo o roteiro de um filme, que será estrelado pela irmã. Enquanto isso ela decide adotar Ada (Manuela Velasco), cuja mãe (Bibiana Fernández) viajou. Há ainda Antonio Benitez (Antonio Banderas), jovem de classe média alta que tem dificuldades em assumir sua homossexualidade e sempre está em torno de Pablo.
Putz não dá pra fazer uma lista de filmes sobre esse tema e deixar de lado Priscilla - A rainha do deserto, e aquela cena cantando em cima do ônibus pra mim é tuuuuuudo. Queria ser ela naquele momento.
Priscilla - A rainha do deserto 1994
Sinopse
As drag queens Anthony (Hugo Weaving) e Adam (Guy Pearce) e a transexual Bernadette (Terence Stamp) são contratadas para realizar um show em Alice Springs, uma cidade remota localizada no deserto australiano. Eles partem de Sydney a bordo de Priscilla, um ônibus, tendo a companhia de Bob (Bill Hunter). Só que no caminho eles descobrem que quem os contratou foi a esposa de Anthony.
Beijando Jéssica Stein - 2001
Sinopse
Jessica Stein (Jennifer Westfeldt) é uma jornalista nova-iorquina sensível, mas completamente paranóica. Jessica está em seu limite emocional, não conseguindo dormir nem tendo saído com alguém no último ano. Após uma farra com boas perspectivas mas que se tornou apavorante, Jessica percebe um anúncio interessante, cujo único porém é estar na seção "Mulher Procura Mulher" de uma revista. Jessica decide responder ao anúncio e marcar um encontro com Helen Cooper (Heather Juergensen), com quem, para sua surpresa, percebe ter um entrosamente instantâneo.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Meu mundo esta caindo ao poucos,
Sinto que minhas muralhas construídas estão desmoronando,
Mergulhar na mais profunda escuridão
ainda é pouco para o que estou sentindo,
As águas do mar coroem-me como ferrugem
Acabou-se a minha inspiração,
Estou vivendo por viver
Ah paixão desenfreada,
Amor sem estrada,
Que tem apenas um caminho...
A minha própria luz e meu destino.
Sinto que minhas muralhas construídas estão desmoronando,
Mergulhar na mais profunda escuridão
ainda é pouco para o que estou sentindo,
As águas do mar coroem-me como ferrugem
Acabou-se a minha inspiração,
Estou vivendo por viver
Ah paixão desenfreada,
Amor sem estrada,
Que tem apenas um caminho...
A minha própria luz e meu destino.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Tintin Cineclube exibe curtas em homenagem às mães
Nesta quarta-feira (9 de maio), o Tintin Cineclube, em parceria com a Funesc, apresenta a sessão temática “Mãe é Mãe”, dedicada ao universo materno. Serão exibidos cinco curtas-metragens ficcionais brasileiros que abordam diferentes histórias entre mães e filhos. Um recorte que retrata esta especial e complexa relação da infância à idade adulta.
“Amor Materno”, de Fernando Bonassi
A sessão gratuita começa às 19h30, na sala Espaço Cine Digital, localizada na Funesc. A programação conta com os filmes “O Presidente”, de Luiza Favale, “Dalva”, de Caroline Leone, “Tempo de Ira”, de Gisella Mello e Marcélia Cartaxo, “Amor Materno”, de Fernando Bonassi e “A Fábrica”, de Aly Muritiba.
Serviço
Tintin Cineclube
Data: quarta-feira (9)
Hora: 19h30
Local: Espaço Cine Digital | FUNESC - Fundação Espaço Cultural | Rua Abdias Gomes de Almeida, nº. 800 – Tambauzinho
Entrada: gratuita
Realização: ABD-PB, Ponto de Cultura Urbe Audiovisual, Clube de Cinema Fora do Eixo
Apoio: FUNESC (Fundação Espaço Cultural), Ministério da Cultura, Cine Mais Cultura, CNC (Conselho Nacional de Cineclubes)
Sinopses
O Presidente, de Luiza Favale [fic, 13’, 2009, SP]
Victor é um garoto de 8 anos que mora com a mãe, tem olhos sadios e sonha em ser Presidente dos Estados Unidos. Mas, afinal, como pode um presidente sem óculos?
Dalva, de Caroline Leone [fic, 10’, 2004, SP]
Visão poética do cotidiano de uma mãe solteira vivendo na cidade de São Paulo. O sonho contado pela filha transforma seu dia em objeto de reflexão sobre as possibilidades individuais de felicidade.
Tempo de Ira, de Gisella Mello e Marcélia Cartaxo [fic, 15', 2003, RJ/PB]
Vinte anos depois da tragédia que transtornou a família Candóia, resta à única filha mulher, Cícera, cuidar da mãe doente. Na árida vila de Parambu, Cícera vive o conflito entre tratar das poucas cabras magras e zelar pela mãe ou fugir com o namorado Quinzinho.
Amor Materno, de Fernando Bonassi [fic, 10’, 1994, SP]
Tragédia suburbana sobre mãe e filha que discutem a possibilidade de um aborto.
A Fábrica, de Aly Muritiba [fic, 15’, 2011, PR]
Um presidiário convence sua mãe a arriscar a própria segurança para levar um aparelho celular para ele dentro da penitenciária.
+++
domingo, 6 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
.: CINEMA .: Os Vingadores
Texto de: Thiago Cardim
Era uma vez um moleque na longínqua cidade litorânea de Santos, curtindo com os amigos um vício louco por quadrinhos de super-heróis em uma era pré-internet. Em um mundo mais inocente, ele e os seus jovens camaradas se afundavam nas parcas informações sobre os lançamentos da terra do Tio Sam lendo a Wizard gringa e outras (poucas, diga-se) publicações em inglês. E em torno da maior banca da cidade, lá se iam horas e horas de discussões sobre qual herói venceria qual em um confronto fictício e, claro, quem deveria interpretar este ou aquele justiceiro mascarado em uma inimaginável adaptação para os cinemas. Era uma realidade na qual os filmes inspirados em gibis estavam apenas nos casting calls que rabiscávamos entre nós. Este moleque cresceu, amadureceu, casou, tornou-se pai e hoje tem dinheiro para comprar seus próprios gibis. E este mesmo moleque, agora na casa dos 30 anos, vibrou como um moleque de 12 anos ao assistir “Os Vingadores”, a cristalização de um sonho. O porta-aviões voador da SHIELD existe. E está voando de verdade! Este moleque, que sou eu (dã!), queria que um filme de quase três horas tivesse pelo menos mais duas horas adicionais. Porque merecia. Demais.
“Os Vingadores” é, numa definição óbvia e que você deve ler trocentas vezes ao longo dos próximos dias, um verdadeiro orgasmo nerd. Aliás, não apenas “um”, mas diversos, múltiplos e sucessivos orgasmos nerds. “Os Vingadores” é uma superprodução que faz jus ao “super”, que entrega exatamente tudo que prometeu em cada um dos trailers e tudo o que o espectador que vinha acompanhando cada novidade desde o começo esperava. É um blockbusterdivertidíssimo, com cenas de ação épicas e megalomaníacas, efeitos especiais no talo e explosões destruindo Nova York de tal forma na sequência final que já daria para chamá-lo facilmente de “filme-catástrofe”. Mas também tem excelentes pitadas de humor, muito bem dosadas e sem exagero. E diálogos deliciosos e inesquecíveis, com frases de efeito para fazer Brian Michael Bendis se orgulhar. É uma película que dá gosto de ver, ao lado de um batalhão de amigos e com um enorme baldão de pipoca. É um programaço para os fãs de quadrinhos – mas que qualquer fã de cinema do tipo “entretenimento” vai simplesmente adorar. É filme para se ver mais de uma vez, insisto.
A história de “Os Vingadores” é bem simples, na verdade: depois de ser destronado e humilhado por seu irmão adotivo, o deus do trovão Thor, eis que o trapaceiro Loki quer vingança. E ele resolve se vingar lançando sua ira sobre Midgard – no caso, a Terra, lar do povo protegido pelo portador do Mjolnir. Para concretizar seu ato de ira, ele forja uma aliança com uma raça bélica alienígena, os Chitauri (também conhecidos como “os Skrulls do universo Ultimate”). E parte em busca de um artefato milenar que pode dar-lhes ainda mais poder para colocar a raça humana de joelhos: o Cubo Cósmico, aqui chamado pelo nome de “Tesseract”. O caso é que o tal Tesseract estava em posse da agência secreta do governo chamada SHIELD – e Nick Fury, seu diretor e maior badass da região, não vai deixar a provocação barata. E vai apelar para aquele que era o seu plano B em casos de catástrofes super-humanas: um grupo de seres problemáticos com poderes além da compreensão do homem comum e que, obviamente, têm grandes chances de não se dar muito bem – e, rapaz, antes de trabalharem juntos, como estes caras brigam entre si. A porradaria come solta antes que eles resolvam levar a pancadaria para o lado dos vilões da jogada.
Sob o comando de Joss Whedon – cineasta, quadrinista e nerd profissional – “Os Vingadores” passa longe de um dos maiores receios que se tinha ao reunir um elenco destes: que se trataria de uma trama que mostraria o grupo de maneira desigual. Sim, é claro que o Tony Stark de Robert Downey Jr. rouba a cena várias vezes (as conversas pseudocientíficas entre ele e Bruce Banner são de tirar o chapéu), mas o filme não é só dele. Todos têm espaço – a começar pelo egomaníaco antagonista, um malvadão clássico repleto de defeitos e cujo objetivo é o mais do que clássico “quero dominar o mundo”. O Capitão América tem seus muitos momentos de liderança do time e ainda rende cenas impagáveis estreladas por um homem parado no tempo tentando entender o mundo de hoje (“Só existe um Deus, ele não se veste assim”, diz ele, sobre o companheiro de equipe vindo de Asgard). O filho de Odin é uma máquina de distribuir marteladas, mas que no fundo tem bom coração. A Viúva Negra de Scarlett Johansson é muito mais do que um enfeite para os marmanjos e protagoniza uma cena antológica com Loki, sem desferir um único soco. Isso sem falar no Gavião Arqueiro, cuja atuação precisa de Jeremy Renner gera um personagem ao mesmo tempo cool e letal – sim, fica claro que um sujeito de mira infalível e armado apenas com um arco e flecha tem total direito de estar ao lado de uma maravilha tecnológica, um deus nórdico e um supersoldado da Segunda Guerra Mundial. Os alienígenas que o digam.
Com relação ao Hulk, aqui vivido por seu terceiro intérprete na última década, cabe um parêntese especial. Ok, Mark Ruffalo não faz feio na pele do retraído Banner – mas quando ele se enfurece e o Gigante Esmeralda aparece, eis que a mágica acontece. Não apenas temos o Hulk com o melhor acabamento visual até então, mas também o mais raivoso, o mais furioso, o mais potente e violento. Quando ele esmaga, ele esmaga MESMO. Não sobra pedra sobre pedra. Daria medo, se você não estivesse ocupado demais vibrando e torcendo para que ele cubra mais alguma coisa de porrada no meio do caminho.
Se “Os Vingadores” tem um defeito, claro, só pode ser o fato de que o Capitão América não grita “Avante. Vingadores!” (ou “Avengers, Assemble!”) em nenhum momento. Talvez ainda fosse cedo demais, os caras acabaram de se conhecer. Quem sabe num segundo filme, não?
Aliás, preciso dizer: “Os Vingadores” é daqueles filmes com pelo menos três níveis de significado. O primeiro deles é para o público em geral, cujo ingresso significará boas horas de diversão. O segundo é para aquelas pessoas que vêm acompanhando os filmes da Marvel no cinema ao longo dos últimos anos e vão ligar os pontos entre as tramas imediatamente, interligando as menções ao Tesseract (visto no filme do Thor e ao longo de toda a trama do filme do Capitão América) e à Iniciativa Vingadores (mencionada no final do filme do Homem de Ferro), entre outras. Para este segundo nível, a trama vai soar ainda mais gostosa e fazer ainda mais sentido. E o terceiro nível de significado, é claro, presenteia os fãs de quadrinhos. Porque são eles, e apenas eles, que vão sacar a cena presente no final dos créditos. Sim, uma cena já aguardada por quem vem ficando de olho na boataria – e que dava para sacar que estava se desenhando, se você é um cara esperto, já pelos papos do Loki já no começo do filme. Mas, quando acontece, é divino. Por mais que você suspeitasse. É uma coisa tão pequena, tão rápida. Mas que vai inflamar os fãs de HQs, fazê-los gritar no cinema, deixando os “não-fãs” com uma cara de ponto de interrogação. Acredite em mim.
Obrigado pelo presente, Joss Whedon. Sei bem que foi de fã para fã.
PS: Fique ligado na participação do Stan Lee desta vez. É bem rápida. Piscou, perdeu!
Os Vingadores (The Avengers, 2012)
Os Vingadores (The Avengers, 2012)
Diretor: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg, Cobie Smulders, Stellan Skarsgård, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Na minha carne nua
Sinto falta de tua boca devorando a minha.
Do calor de teus lábios em minha carne nua.
Da certeza de esta segura e perdida em teus firmes braços,
Naquela parede fria tudo que quero é ser esquecida.
Assim como meu anel...
esquecido, caído, perdido, roubado, esquecido...
sei lá.
Tudo que quero é me perder em teus cachos castanhos.
Mas tudo que sou é uma estranha em uma terra estranha.
Repleta de desejos secretos e demônios em um violento coração.
sábado, 7 de abril de 2012
A Garota da Capa Vermelha
Sinopse
Idade Média. Valerie
(Amanda Seyfried) é uma jovem que vive em um vilarejo aterrorizado por um
lobisomem. Ela é apaixonada por Peter (Shiloh Fernandes), mas seus pais querem
que se case com Henry (Max Irons), filho de uma família rica do local. Diante
da situação, Valerie e Peter planejam fugir, mas veem seus planos irem por água
abaixo quando a irmã mais velha de Valerie é assassinada pelo lobisomem que
ronda a região. Adaptação moderna da clássica história da chapeuzinho vermelho.
Informações
Titulo original: Red Ridding Hood
Ano: 2011
Direção: Catherine Hardwick
Elenco: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke, Max Irons, Shiloh
Fernandes
Gênero: Drama, Suspense
Duração:1h 40min
Trailer
A primeira coisa que
despertou a atenção neste filme foi o fato de que seria uma versão mais pesada
do clássico Chapeuzinho Vermelho, popularizado pelos irmãos Grimm. Afinal, as fábulas são grandes chances de se fazer algo
interessante – e novo - a partir de um modelo contado tantas vezes ao longo dos
anos. No entanto, o que chega agora aos meus olhos acertou em cheio em alguns
pontos, mas errou feio em outros.
“Pela estrada afora eu vou
bem sozinha, levar estes doces para a vovózinha...” Esqueça esta canção! O que
havia de singelo na clássica história de Chapeuzinho Vermelho foi jogado para
debaixo do tapete em A Garota da Capa Vermelha. A diretora Catherine Hardwicke optou por deixar
a história bem mais sombria, trocando o lobo por um lobisomem e inserindo um
triângulo amoroso na história. A Chapeuzinho ingênua sai de cena para que
outra, com mais libido sexual, assuma o posto.
Amanda Seyfried e Shiloh Fernandes em cena de A Garota da Capa Vermelha
Chocado? Não é para tanto.
Até porque não há algo de explícito no filme, seja pela violência ou pelo sexo.
Tudo é insinuado ou exibido rapidamente, com cortes bruscos onde o espectador
apenas tem a sensação do que aconteceu, sem jamais ver exatamente o que houve.
Culpa da edição, abrandada ao máximo para que A Garota da Capa Vermelha obtivesse uma censura a mais leve possível. Culpa
também dos produtores que, seguindo esta proposta, conseguiram aproximá-lo ao
modelo da série Crepúsculo: sombrio
sem ser pesado, mesclando seres imaginários em uma trama romântica.
Na história, Valerie (Amanda Seyfried)
é uma jovem que vive numa aldeia isolada do mundo e próxima da temida Floresta
Negra. Sua mãe (Virginia Madsen) acredita no casamento arranjado, o pai é um
típico perdedor e sua avó (Julie Christie) faz o “bicho grilo” da galera, morando numa
casa de árvore. Para adicionar mais tempêro na trama com a netinha, lobo mau e
a eterna vovozinha, o roteiro bota a mocinha dividida entre o amor que sente
pelo melhor amigo pobretão e o futuro certo que terá ao lado de um rico morador
da cidade, pelo qual não sente a menor atração. Uma morte inesperada provoca a
ira dos moradores que saem a caça, mas padre Solomon (Gary Oldman),
especialista no assunto, chega na área dizendo que o mal está entre eles e
começa uma verdadeira inquisição, criando um bom clima de mistério sobre quem
poderia ser o lobisomem. Então por que não deu certo?
Produzido pelo astro Leonardo DiCaprio e
roteirizado pelo mesmo cara que fez o suspense A Órfã, o longa foi dirigido por Catherine Hardwicke,
aquela que deu início a febre Crepúsculo nos
cinemas. E aí, talvez, esteja uma das razões. Embora tenha um bom figurino,
fotografia, trilha sonora e elenco, o roteiro foi superficial demais. Faltou
algo para gerar um maior envolvimento no espectador. E o que era para ser mais
pesado acabou ficando leve, apesar dos ingredientes de qualidade para a trama
de amor e traição.
A banalidade do triângulo
empregado no filme, ainda mais pela questão da riqueza dos pretendentes, faz
com que, em momento algum, ele emplaque de vez. Interessante é o clima de
mistério criado a partir das revelações trazidas pelo padre Solomon. Afinal de
contas, todo e qualquer habitante da vila sem nome pode ser o temido lobisomem.
Catherine Hardwicke consegue usar bem a dúvida, deixando pistas para que haja
vários candidatos ao posto. Não chega a ser um mistério indecifrável ou com uma
grande surpresa no final, mas os suspeitos possuem motivos para tanto e chegam
a levantar questionamentos ainda durante o filme. Ou seja, funciona dentro do
que se propõe.
Nos detalhes, o filme
acerta no visual e insinua até uma "modernidade" numa espécie de festa
pagã com música eletrônica (?), acrescida de um clima lésbico com a
protagonista. Teve até um ensaio de cena mais quente com ela, mas não passou
disso. Os efeitos especiais com o lobão são apenas razoáveis e os diálogos
(também com ele !?) são sofríveis.
Outro ponto positivo é a
direção de arte. Em especial o visual criado para a floresta ao redor da vila,
repleta de espinhos gigantes que, exatamente pelo tamanho, não aparentam ser
naturais. Não há qualquer explicação sobre o porquê da floresta ser assim, mas
a presença dos mesmos espinhos nas casas sugere que sejam uma proteção dos
moradores contra o lobo mau. Belo, porém estranho.
O que realmente prejudica A Garota da Capa Vermelha, além da opção pelo soturno sem ser explícito,
são as adequações do roteiro visando relacioná-lo à história de Chapeuzinho
Vermelho. Desta forma vemos desde o célebre “que olhos grandes você tem” até um
desfecho absolutamente óbvio, por seguir à risca o conto clássico. Fora as
exageradas modernizações da história, diálogos sofríveis e a presença de
elementos visualmente interessantes, mas com pouca função na trama, como a
máscara de ferro no formato de lobo.
A produção também falha muito
no que diz respeito à edição e trilha sonora. As editoras Nancy Richardson (A Saga Crepúsculo: Eclipse)
e Julia Wong (Maré de Azar) fazem um péssimo trabalho no longa,
apresentando informações de formas desconexas e optando em alguns momentos por
uma narração em off totalmente equivocada. É claro que o roteiro não ajuda em
nada, mas a edição deveria ter sido feita com muito mais cuidado. O mesmo se
pode dizer da trilha, principalmente no que diz respeito às canções escolhidas
para o filme. As músicas presentes na trilha confirmam o caráter teen que
tentaram dar ao filme e comprova ainda a falta de tato cinematográfico dos
realizadores.
quinta-feira, 15 de março de 2012
“Profissão Mulher” PMJP abre exposição fotográfica e lança cartões postais sobre mulheres
A exposição retrata o universo feminino a partir de várias vertentes culturais, sob o olhar do fotógrafo Ricardo Peixoto
A exposição retrata o universo feminino a partir de várias vertentes culturais, sob o olhar do fotógrafo Ricardo Peixoto, responsável pela produção de todo material exposto. Segundo ele, a exposição fotográfica e o lançamento dos cartões postais remetem às mulheres paraibanas, com o intuito de incluí-las nos espaços culturais da cidade, com foco na valorização e visibilidade do feminino.
“Este é o segundo ano que a Agência Ensaio de Fotojornalismo, em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, desenvolve uma produção voltada para o feminino. Incluir essa temática nos espaços públicos da cidade é de fundamental importância para o debate social e a quebra de preconceitos”, disse Ricardo Peixoto.
@Ricardo Peixoto
A exposição de fotografias tem a participação de mulheres profissionais autônomas, como tapioqueiras, rezadeiras, lavadeiras e faxineiras, que foram fotografadas em seu cotidiano de trabalho. “São mulheres que cotidianamente não são visibilizadas na sociedade, pela profissão que exercem, mas que estão diretamente ligadas ao cotidiano de todos nós”, explicou o fotógrafo.
O Casarão 34 funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e a exposição fica no local até 30 de março. A visitação é gratuita. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 3221-4501 (Secretaria das Mulheres) e 3218-9708 (Casarão 34).
quinta-feira, 1 de março de 2012
Escarro
Em ti achei por vários momentos
que havia encontrado a felicidade.
Mas tudo não passou de mais uma grande ilusão.
De um arremedo de paixão.
Tão passageiro quanto a droga
que ousei experimentar ao teu lado.
Uma euforia momentânea
que se foi naquela cama.
Assim como o gelo se desfaz
ao toque do fogo.
Você foi o escarro,
de uma gripe de verão.
Veio causou uma ardo,
um tremor
Subindo sutilmente a minha temperatura
Mas como toda febre
você se foi
com um simples banho frio
e vários escarros.
E no fim
É isso...
tudo que você foi para mim...
Um escarro
domingo, 19 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
“ NOITE DE ESTREIA” – Mostra de Filmes Inéditos em João Pessoa
Cena do filme A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar
Aparti desta sexta, 10 de Fevereiro de 2012 às 17:30 até quinta, 16 de Fevereiro de 2012 às 20:30, o TINTIN CINECLUBE estará promovendo uma mostra de estreias no BOX CINEMAS.
Os ingressos da Mostra custarão R$ 10,00 a inteira e R$ 5,00 a meia.
Programação:
Dia 10/02 (Sexta-Feira)
18h00 - A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar
20h30 – Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
Dia 11/02 (Sábado)
18h15- Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
20h30 - A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar
Dia 12/02 (Domingo)
18h15- Balada de Amor e Ódio, de Álex de la Iglesia
20h30 – Melancolia, de Lars Von Trier
Dia 13/02 (Segunda-Feira)
18h00 – Melancolia, de Lars Von Trier
20h30- Balada de Amor e Ódio, de Álex de la Iglesia
Dia 14/02 (Terça-Feira)
18h45- Filhos de João: O Admirável mundo novo baiano
20h30- Gainsbourg- O Homem que amava as mulheres
Dia 15/02 (Quarta-Feira)
18h30- Trabalhar Cansa
20h30- Filhos de João: O Admirável mundo novo baiano
Dia 16/02 (Quinta-Feira)
18h00- Gainsbourg- O Homem que amava as mulheres
20h30- Trabalhar Cansa
De 10 a 16 de Fevereiro os amantes de um bom filme poderão
assistir a sete lançamentos de 2011, que não chegaram nas telas dos
cinemas locais.
A Mostra é uma parceria entre a Produtora Cine Vídeo e Educação,
sediada em Aracaju-Se e especializada em difusão cinematográfica, a Box
Cinemas que recentemente foi adquirida pela rede mexicana Cinépolis
Cinemas, o Tintin Cineclube e conta com apoio da ABD/PB, Filmes A
Granel e Pigmento Cinematográfico, Empório Café e Imaginária.
Cinco filmes internacionais e dois nacionais compõem a Mostra que
traz como principais destaques o último trabalho de Pedro Almodóvar: A
Pele que Habito e Melancolia , do polemico diretor Lars Von Trier.
Serão duas sessões de cada filme, diariamente entre as 18h00 e
18h45 haverá a primeira sessão e as 20h30 a segunda.
Os filmes serão exibidos de forma alternada, veja o calendário
abaixo.
Esta iniciativa não pretende ser isolada, o grande objetivo da
Mostra é medir o interesse do público local para essas produções, que
fogem dos padrões comerciais que ocupam a maioria das sessões dos
cinemas, não só em João Pessoa, mas no Brasil.
Para Roberto Nunes, coordenador do projeto, esta iniciativa terá
um resultado importante. “João Pessoa tem uma demanda muito grande
para este modelo de filme e, não temos frequência em suas exibições.
Estamos estudando há um bom tempo e, com o apoio da BOX e Cinepolis,
finalmente conseguimos trazer para a população local”.
Para Paulo Pereira, Gerente de Marketing e Cinema Digital da
Cinepolis Brasil, estas exibições vão de acordo com os objetivos da
empresa. “Temos seguido um modelo de programação democrático,
procurando sempre atender o que nossos clientes procuram e, vamos
iniciar estas exibições com filmes de arte”. Ainda, ele acrescenta que
planeja continuar com este diferencial. “Vamos avaliar a procura e
receptividade dos clientes e, caso haja interesse, pretendemos manter
este modelo”.
Todos os filmes serão exibidos em película 35 mm, o que garante
fidelidade aos objetivos técnicos e artísticos dos realizadores.
Segundo Roberto Nunes, da Cine Vídeo e Educação , não se trata de
desprezar a projeção digital existente hoje no Brasil, mas já está provado
que ela não supre as necessidades dos filmes, Por mais defeitos que a
projeção em película possa ter, ela ainda é superior em termos de brilho,
nitidez, resolução etc.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Millenium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres
O filme conta a
história do jornalista Mikael Blomkvist, acusado de difamar Hans-Erik
Wennerström. Na busca de conseguir a credibilidade novamente, ele recebe
uma proposta do empresário Henrik Vanger para descobrir escrever a história
da Vanger Corporation e solucionar o mistério do desaparecimento de
Harriet. Ele conta com a assistente anti-social e body modificated Lisbeth Salander que, se não
era para ser o centro da história, acaba roubando a cena. Suas aparições
são acompanhadas do som de maioria instrumental.
A hacker cyberpunk Lisbeth Salander é uma das personagens
mais interessantes a surgir na cultura pop nos últimos anos, mas sua presença
no imaginário sempre esteve comprometida pela pouca repercussão que a
adaptação sueca da trilogia Millenium teve no mundo. Agora, David Fincher a coloca no patamar mais alto
que uma criação pode chegar em termos de popularidade: um blockbuster
de Hollywood. Este remake americano de Os
Homens Que Não Amavam As Mulheres, que chegou esta semana aos cinemas, é um dos mais instigantes
thrillers da temporada e, bastante diferente do filme original, tem uma
proposta comercial e autoral na medida certa.
David Fincher manteve o foco em
duas frentes: fazer um suspense perturbador como é sua especialidade
(lembrem-se de Seven e Zodíaco) e dar atenção
especial à Lisbeth, aqui vendida como uma diva gótica que exaspera tudo o
que a monotonia classe média desaprovaria. Ela é mal educada, fria,
veste-se como uma punk, fuma compulsivamente e só se alimenta de junk
food. Ainda por cima é lésbica e, como hacker, frequentemente comete crimes
ao invadir sistemas e computadores alheios. Ainda assim, possui um
senso de justiça e honestidade bem rígidos.
Ela está no meio de uma trama passada
na Suécia que a coloca ao lado de um jornalista para solucionar um misterioso
desaparecimento de uma adolescente, há mais de 30 anos. Juntos, eles precisam
investigar uma rica e tradicional família de industriais para saber
qual a relação do passado nazista desse clã com a suposta morte dessa menina.
Quem já leu o livro ou viu o filme sueco já irá saber quem foi o autor do
crime, mas Fincher entregou uma obra bem diferente, e instigante para os
fãs da série.
É que no original sueco, feito
em 2009, o foco estava no conceito por trás dos escritos de Stieg Larsson. O
autor, morto em 2004, tentou mostrar uma Suécia escondida aos olhares internacionais,
cheia de podridão, como violência, ligações com tráfico de seres humanos
e facções neonazistas ainda atuantes. No longa de origem, a trama tem um
tom mais psicológico com a intenção de expôr a violência contra a mulher
e o discurso do ódio que ainda vive escondido na sociedade sueca. Os três
filmes fizeram a fama de Noomi Rapace, atriz que despontou internacionalmente
e que tornou-se famosa como a primeira Lisbeth.
Fincher é mais técnico. Seu
filme é uma superprodução, com trilha sonora de Trent Reznor que cria uma
atmosfera sufocante e tensa durante todos os seus longos 158 minutos de
duração. À primeira vista, pode-se dizer que esse remake é bem superior, mas
são obras com propostas bem distintas. Rooney
Mara, revelação deste ano, está ótima como Lisbeth. Ela construiu uma personagem
mais violenta e mórbida que sua contraparte sueca. A cena em que se vinga de
um agressor com requintes de crueldade é perturbadora. Mas, ao mesmo
tempo convida o espectador à aproveitar com ela o prazer daquela vingança.
Bem merecido sua indicação ao Oscar de melhor atriz.
Cena do filme Millenium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres
Sua presença é tão marcante que
acabamos esquecendo que Daniel
Craig, como o jornalista Mikael Blomkvist e Stellan Skarsgård como um dos membros
da família Vanger, também estão ótimos. Fincher surpreendeu com seu olhar
particular de uma das séries mais aclamadas de todos os tempos. Mais do
que agradar aos fãs dos livros, conseguiu voltar à melhor forma de seus maiores
sucessos.
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